O homem misterioso

Minha mãe sempre nos conta algo bastante irritante que ocorreu com o meu avô(Já falecido)e com ela.Ela tinha por volta de 12 anos e sempre ia passar o final de semana na casa do meu avô que, apesar de ser apenas padrasto dela,a criou como filha e foi um avô maravilhoso.

Bem,meu avô morava em uma casinha simples de madeira,em um pequeno sítio no interior.A distancia entre as casas nessa região era bem grande e a iluminação na estreita rua de terra batida era muito precária,havia um poste de madeira com uma lâmpada improvisada pelos moradores a cada 100 metros.Meu avô nos contava muitas histórias arrepiantes que aconteceram com ele,quando estava sozinho naquela pequena casa de madeira,porém,a única que a minha mãe realmente presenciou aconteceu em uma fria noite de luar,quando ela e o meu avô voltavam a pé,como sempre faziam,da igreja que ficava a uns 800 metros da casa deles.

Eles já estavam na metade do caminho,quando passaram por um homem que estava escorado no poste de madeira na beira da rua.O tal sujeito era alto,nem gordo nem magro,vestia -se elegantemente com um terno branco e usava um chapéu redondo e branco na cabeça.Parecia alguém de outra época.

Esse homem estava de cabeça baixa,parecia querer esconder o rosto com o chapéu.O meu avô,maranhense metido a corajoso,disse para minha mãe esperar que ele iria descobrir quem era o tal sujeito.Grande erro.

Minha mãe pedia baixinho para ele voltar,para que fossem embora.Quando nos conta essa historia ela diz que naquele momento ela já sentia que algo não estava certo.

Meu avô ficou bem na frente do homem e tentou chamar a atenção dele,mas ele nem sequer se moveu. Foi então que o meu avô teve a brilhante idéia de olhar por debaixo do chapéu para ver o rosto do tal homem,para tentar reconhecê-lo.

No momento em que ele olhou o rosto do homem,minha mãe disse que ele empalideceu e pôs as mãos nos ouvidos,gritando desesperadamente para que a minha mãe fugisse dali.

Minha mãe disse que estava em pânico e o homem ainda não se movia.Meu avô ainda gritava para que ela saísse correndo dali.Sem saber muito o que fazer,minha mãe correu para tentar buscar ajuda para o meu avô.Ela diz que o seu coração parecia que iria sair pela boca enquanto ela corria sozinha por aquela rua semi-escurecida.Ela chegou na casa de um fazendeiro que era vizinho do meu avô e morava antes da casa dele.Ela disse que o pai dela estava passando mal e que havia um homem muito estranho la na rua.Os filhos do fazendeiro foram todos lá verificar,eram 4 homens grandes e fortes,alguns até armados.Chegando lá,minha mãe disse que meu avô estava desmaiado no mesmo lugar onde caiu e o homem estranho havia desaparecido.Os filhos do fazendeiro,levaram meu avô para a fazenda deles e quando acordou meu avô foi contar a todos o que houve.

Ele disse que,quando se aproximou e olhou para o rosto do homem,ele ouviu um barulho muito alto e agudo,um zumbido que pareceu ecoar em sua mente,era enlouquecedor,ele sentiu a cabeça doer,tudo começou a rodar e ele sentia que iria desmaiar.De alguma forma ele sabia que aquilo vinha daquele homem.Minha mãe perguntou como era o rosto do sujeito e meu avô respondeu que não lembrava,que recordava apenas do sorriso dele,um sorriso cínico,debochado,Parecia que ele estava feliz em vê-lo arquejando ali no chão.

Meu avô estava fraco,então,minha mãe e ele dormiram la mesmo lá fazenda.Somente no dia seguinte seguiram para a casa deles.Até hoje minha mãe reza a Deus para que nunca mais volte a encontrar aquele homem de novo.

Doppelganger?

A janela do meu quarto tem grades e só abre pelo lado de fora.Uma certa manhã,eu acordei e minha irmã,que divide o quarto comigo não estava.Derrepente,alguém moveu um pouco a janela,mas não abriu.A primeira coisa que me veio a mente foi que só podia ser a minha irmã,então,eu briguei com ela para que ela abrisse de uma vez aquela janela.

notei que a sua voz estava um pouco diferente ao responder,um pouco mais aguda,falei isso a ela e sua explicação foi uma gripe que pegou derrepente.Começamos a conversar sobre várias coisas e ela nada de abrir a janela,até que eu fiquei com raiva,me levantei e fui la fora ver o que ela estava fazendo.Eu podia ouvir a voz dela,quando passei pela porta dos fundos, falando sobre como a prova de matemática foi difícil no colégio.Porém,quando virei no canto da casa e olhei na direção da janela,não havia ninguém ali.Dei a volta na casa inteira e não havia ninguém.

A casa inteira estava vazia,somente a minha avó dormia no sofá da sala.Meu coração acelerou quando vi minha irmã descendo do õnibus escolar e caminhando até a porta de casa.Eu tinha esquecido que ela havia mudado de turno e agora estudava pela manhã.Contei a ela o que houve,que havia passado quase uma hora conversando com alguma coisa que imitou a voz dela e ela também ficou bastante assustada.

Corpo seco ou Slenderman?

Coisas estranhas acontecendo com alguém da minha família já é algo absolutamente comum,já nem damos tanta importância assim.Porém,tive a brilhante ideia de dividir com outras pessoas algumas dessa coisas sem explicação lógica que presenciamos.

Esse primeiro relato ocorreu a mais ou menos um ano.Sou a mais velha de 5 irmãos,todos os outros são pirralhos ainda.Bem,meu irmão de 17 anos costuma sair a noite com os amigos e somente retorna para casa durante a madrugada.Até aí tudo bem,adolescente problemático,gosta de preocupar os pais.O problema é que a minha mãe fica acordada até ele chegar,na beira da rua,olhando para a escuridão(A rua onde a gente mora é mal iluminada) e eu,de idiota,fico com ela,pra fazer companhia.

Naquela noite,porém,somente a minha mãe estava na beira da rua,eu estava sentada na varanda de casa mexendo no meu celular.De repente,notei que minha mãe estava estranha,parecia assustada,olhando fixamente para o lado oposto da rua ao que o meu irmão viria.Confesso que fiquei curiosa com aquela situação,minha mãe estava até um pouco pálida.Perguntei duas vezes o que ela tinha, para que ela enfim me ouvisse.Sua resposta foi vazia e superficial,apenas um sussurro,parecia que ela não queria que alguém ou algo descobrisse sua presença alí:

_Rose,vem aqui ver isso,e diz por favor que eu não estou ficando louca_

Um pouco receosa caminhei até ela.Fui erguendo minha cabeça ao poucos e contemplei algo muito bizarro.A mais ou menos uns 300 metros de onde estávamos,justamente onde a iluminação dos postes era bem precária,havia alguém,que andava de um lado para o outo,parecendo bravo com algo.Não era possível ver direito seu rosto,nem mesmo o que vestia,por conta da semi escuridão.O estranho nisso tudo era que,quando a pessoa caminhava na nossa direção,ela ia ficando maior,com quase 3 metros de altura,chegava a se igualar em tamanho com uma seringueira que fica na beira da rua.Ele caminhava uns 50 metros,de um poste a outro,ficava enorme e depois voltava até o local de início,seu tamanho também voltava ao normal.

Aquela criatura não poderia ser humana.Era muito magro,quase esquelético e emitia gritos de lamuria e dor que fazia todos os cães da rua latirem enlouquecidamente.Já passava das 3 horas da manhã,quando o farol de uma motocicleta surgiu ao longe e ficamos na expectativa de podermos ver melhor aquele ser com a ajuda da luz do farol.Quão grande foi nossa surpresa,quando a motocicleta se aproximou e ele entrou rápidamente para a escuridão que havia em quintal da velha casa abandonada da rua.Ele estava justamente em frente a casa que está abandonada a anos e tem fama de ser assombrada.

Assim que a motocicleta passou,ele voltou para o meio da rua.Outras duas motocicletas passaram e ele sempre corria para se esconder.O dia já estava clareando quando meu irmão chegou em frente a nossa casa,falamos um pouco com ele e a minha mãe foi mostrar a criatura para ele,mas ela não estava mais lá.Não costumamos mais esperar o meu irmão na beira da rua,somente dentro de casa,não queremos ter o azar de ver aquilo de novo,ou pior ainda,ter o azar daquilo nos ver.